#política
Mesmo com 44% do horário eleitoral gratuito, Alckmin
patina entre os terceiros colocados
No outro extremo, e com pouquíssimo tempo de TV, Bolsonaro segue na liderança.
Por: Maxmiliano Augusto
23 set 2018
O tempo que os candidatos têm disponível na TV e no rádio parece não estar contribuindo
muito para a campanha dos presidenciáveis. Geraldo Alckmin (PSDB), que acumula a maior
fatia do horário eleitoral, está embolado com Ciro (PDT) e Marina (REDE) no terceiro lugar
Bolsonaro (PSL) segue isolado no primeiro lugar das intenções de voto, mesmo tendo
apenas 8 segundos da faixa gratuita. Os detalhes referentes a todos os presidenciáveis
você observa logo abaixo:
apenas 8 segundos da faixa gratuita. Os detalhes referentes a todos os presidenciáveis
você observa logo abaixo:
Distribuição do tempo de horário eleitoral gratuito reservado aos presidenciáveis
*De acordo com a pesquisa registrada no TSE sob o código BR-06919/2018
Historicamente esse tempo é utilizado para se defender de ataques, atacar outros
candidatos e apresentar propostas. No infográfico você acompanha como é feita a
distribuição do horário eleitoral gratuito.
candidatos e apresentar propostas. No infográfico você acompanha como é feita a
distribuição do horário eleitoral gratuito.
A aliança que o tucano fez com o chamado bloco do centrão lhe rendeu 5 minutos e 38
segundos de rádio e TV, mas não está sendo o suficiente para dar uma guinada na
candidatura.
A pesquisadora e cientista política Priscila Lapa, relembra que os próprios dirigentes
dirigentes do partido reconheceram os erros desde as últimas eleições, ocasionando um
afastamento do eleitor tradicional.
segundos de rádio e TV, mas não está sendo o suficiente para dar uma guinada na
candidatura.
A pesquisadora e cientista política Priscila Lapa, relembra que os próprios dirigentes
dirigentes do partido reconheceram os erros desde as últimas eleições, ocasionando um
afastamento do eleitor tradicional.
"A incapacidade do PSDB de protagonizar, no cenário nacional, o antipetismo, acabou
abrindo espaço para outras candidaturas. Então, o PSDB já chegou desorganizado e
enfraquecido para esse processo eleitoral e dificilmente um maior tempo de rádio e televisão
conseguiria reverter isso", aponta a cientista.
abrindo espaço para outras candidaturas. Então, o PSDB já chegou desorganizado e
enfraquecido para esse processo eleitoral e dificilmente um maior tempo de rádio e televisão
conseguiria reverter isso", aponta a cientista.
Em relação a Jair Bolsonaro ela destaca que o candidato está no palanque a muito
mais tempo do que os outros presidenciáveis. Algumas ações do parlamentar já eram
utilizadas como atos de campanha presidencial atraindo uma parcela de seguidores.
mais tempo do que os outros presidenciáveis. Algumas ações do parlamentar já eram
utilizadas como atos de campanha presidencial atraindo uma parcela de seguidores.
"Nesse ponto de vista realmente os meios tradicionais de se comunicar com o eleitor não
fazem mais tanta diferença, uma vez que o eleitorado dele já está consolidado. E isso no
período eleitoral ganha outra proporção porque as pessoas começam a buscar sua opção
e o percebem como um candidato competitivo", pontua.
fazem mais tanta diferença, uma vez que o eleitorado dele já está consolidado. E isso no
período eleitoral ganha outra proporção porque as pessoas começam a buscar sua opção
e o percebem como um candidato competitivo", pontua.
Esses fatores somados ao sentimento de insatisfação com a classe política e o uso efetivo
das redes sociais ajudou a capitanizar boa parte das intenções de voto em Bolsonaro.
E essa é uma tática que tem rivalizado com os meios tradicionais. Seja pelo pouco tempo
reservado ou por afinidade com o mundo digital, a campanha na internet tornou-se um filão
importante. Lives, twitaços e memes têm cada vez mais espaço nas ações dos candidatos.
Mas vale reforçar que independente de quão bem a internet ou TV sejam utilizadas, o
resultado na prática não depende apenas deles. "As redes sociais ajudam nesse processo,
mas é preciso observar a conjuntura atual. No caso de Jair Bolsonaro, se não houvesse um
contexto político favorável para o crescimento de um discurso de direita, talvez ele não
obtivesse o mesmo sucesso", conclui a pesquisadora.
resultado na prática não depende apenas deles. "As redes sociais ajudam nesse processo,
mas é preciso observar a conjuntura atual. No caso de Jair Bolsonaro, se não houvesse um
contexto político favorável para o crescimento de um discurso de direita, talvez ele não
obtivesse o mesmo sucesso", conclui a pesquisadora.
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