quarta-feira, 3 de outubro de 2018

#esportes

Projeto na rua da Aurora atrai pessoas para a prática

de exercícios físicos
Conquistando os jovens, dando visibilidade e uma saída para novos horizontes através do
basquete
Por: Débora Galvão


Jogadores do projeto Aurora Basketball


 A rua da Aurora, localizada na margem esquerda do rio Capibaribe e, no seu trecho final,
na margem direita do rio Beberibe, é bastante conhecida em Recife. Com sua peculiaridade
abrange diversas áreas em uma única rua, indo de banco à museu e com um projeto, abre
novos horizontes através do basquete. O projeto Aurora Basketball trabalha com jovens e
crianças de comunidades carentes com o intuito de tirá-los das ruas e ocupá-los com a
prática de esportes. A iniciativa conta com profissionais que trabalham voluntariamente
ensinando basquete todas as terças e quintas das 14h ás 15h30.
Integrantes reunidos antes do jogo João Paulo, criador do projeto
 Há exatamente um ano e 11 meses, João Paulo Farias de 38 anos, jogador de basquete,
também publicitário, editor de efeitos gráficos na TVClube PE, pastor presbiteriano e
empreendedor, fundou essa iniciativa com o propósito de mudar a vida daqueles em que
pudesse alcançar através do basquete, promovendo o esporte, lazer, inclusão, paz, alegria
e vida saudável. Basquete gratuito para todos. Tudo surgiu após a observação do
idealizador ao passar pelo local todos os dias e se deparar com uma realidade social ao
entorno da região que o incomodava. “No entorno do meu trabalho tem muitas crianças
desocupadas, pessoas em situações de risco e famílias desestruturadas.”
E percebendo que tinha uma quadra desocupada, deu início a aulas de basquete e deu
]início ao Aurora Basketball. Por ser um projeto sem fins lucrativos é realizada algumas
campanhas para custear despesas como vendas de camisas do projeto no valor de
R$ 65,00 onde os lucros são revertidos integralmente para o Aurora.


 Elon de 20 anos que é um dos integrantes do projeto, iniciou no esporte jogando futebol
como praticamente a maioria das crianças brasileiras. Aos 19 anos teve seu primeiro
contato com o basquete e ficou admirado e despertou um amor à primeira vista.
Ele faz parte do projeto desde janeiro desse ano e tem um sonho bastante
esperançoso: “Chegar na CBB seria um sonho, por enquanto eu estou construindo
minha vida degrau por degrau, estou estudando Educação física onde tive oportunidade
através do projeto e quero ser campeão junto com o Aurora, ficando de técnico para
retribuir tudo o que eles fizeram por mim”.


Elon Sales, participante do projeto arremessando a bola na cesta

 Edna Sales de 49 anos, doméstica e Elonis da silva 51 anos, pedreiro. São pais de Elon.
Afirmam que após a entrada dele no projeto houve melhoras significativas. “A vida dele
mudou completamente, ele vivia muito dentro de casa no computador jogando, e
através desse projeto aurora se interessou mais por esportes. Ele tá uma outra
pessoa, um filho esforçado e muito excelente”, explicou Edna. Seu pai que quando
criança praticava futebol de campo e sempre imaginou o mesmo para Elon. Ele que
não consumia basquete veio a conhecer um pouco das regras vendo seu filho na
quadra. “Eu nem gostava de basquete, foi quando eu vi que ele realmente tem
futuro.” Seu Elonis ainda demonstra ter planos promissores para o futuro de
Elon: “Eu já disse a ele que ele pode chegar até em outros países através do basquete.”

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