quarta-feira, 3 de outubro de 2018

#política

Mesmo com 44% do horário eleitoral gratuito, Alckmin

patina entre os terceiros colocados
No outro extremo, e com pouquíssimo tempo de TV, Bolsonaro segue na liderança.

Por: Maxmiliano Augusto  
23 set 2018


 O tempo que os candidatos têm disponível na TV e no rádio parece não estar contribuindo
muito para a campanha dos presidenciáveis. Geraldo Alckmin (PSDB), que acumula a maior
fatia do horário eleitoral, está embolado com Ciro (PDT) e Marina (REDE) no terceiro lugar
entre a preferência do eleitorado, segundo a última pesquisa Datafolha. Enquanto isso, Jair
Bolsonaro (PSL) segue isolado no primeiro lugar das intenções de voto, mesmo tendo
apenas 8 segundos da faixa gratuita. Os detalhes referentes a todos os presidenciáveis
você observa logo abaixo:
Distribuição do tempo de horário eleitoral gratuito reservado aos presidenciáveis


*De acordo com a pesquisa registrada no TSE sob o código BR-06919/2018
 Historicamente esse tempo é utilizado para se defender de ataques, atacar outros
candidatos e apresentar propostas. No infográfico você acompanha como é feita a
distribuição do horário eleitoral gratuito.


  A aliança que o tucano fez com o chamado bloco do centrão lhe rendeu 5 minutos e 38
segundos de rádio e TV, mas não está sendo o suficiente para dar uma guinada na
candidatura.
A pesquisadora e cientista política Priscila Lapa, relembra que os próprios dirigentes
dirigentes do partido reconheceram os erros desde as últimas eleições, ocasionando um
afastamento do eleitor tradicional.
 "A incapacidade do PSDB de protagonizar, no cenário nacional, o antipetismo, acabou
abrindo espaço para outras candidaturas. Então, o PSDB já chegou desorganizado e
enfraquecido para esse processo eleitoral e dificilmente um maior tempo de rádio e televisão
conseguiria reverter isso", aponta a cientista.
 Em relação a Jair Bolsonaro ela destaca que o candidato está no palanque a muito
mais tempo do que os outros presidenciáveis. Algumas ações do parlamentar já eram
utilizadas como atos de campanha presidencial atraindo uma parcela de seguidores.
 "Nesse ponto de vista realmente os meios tradicionais de se comunicar com o eleitor não
fazem mais tanta diferença, uma vez que o eleitorado dele já está consolidado. E isso no
período eleitoral ganha outra proporção porque as pessoas começam a buscar sua opção
e o percebem como um candidato competitivo", pontua.
 Esses fatores somados ao sentimento de insatisfação com a classe política e o uso efetivo
das redes sociais ajudou a capitanizar boa parte das intenções de voto em Bolsonaro.
E essa é uma tática que tem rivalizado com os meios tradicionais. Seja pelo pouco tempo
reservado ou por afinidade com o mundo digital, a campanha na internet tornou-se um filão
importante. Lives, twitaços e memes têm cada vez mais espaço nas ações dos candidatos.
Mas vale reforçar que independente de quão bem a internet ou TV sejam utilizadas, o
resultado na prática não depende apenas deles. "As redes sociais ajudam nesse processo,
mas é preciso observar a conjuntura atual. No caso de Jair Bolsonaro, se não houvesse um
contexto político favorável para o crescimento de um discurso de direita, talvez ele não
obtivesse o mesmo sucesso", conclui a pesquisadora.

#economia

Poupança X Tesouro Selic

Chegando a 6,75%, seu nível mais baixo desde de o início do tesouro direto em 2002,
a taxa de juros básica (Selic) ainda deixa incertezas para investidores.
Por: Marwyn Barbosa  
01 out 2018
 
 O ano de 2018 está quase chegando ao fim, com isso a dúvida tende a crescer: onde
investir corretamente e ter bons lucros em 2019? É aí que surgem dois investimentos,
um deles é a Poupança, que os brasileiros cresceram ouvindo sobre. E o outro, mais
novo, é o tesouro direto - um pouco mais complexo, porém com bons lucros. Mas qual
deles é o melhor?
 A poupança, antes conhecida como a vilã dos investimentos, vem ganhando  ascensão
e se tornado mais uma opção de investimento. Sem contar que para entrar na caderneta de
Poupança é super simples: sendo pessoa física, basta realizar a solicitação junto ao banco
de preferência ou até mesmo casas lotéricas. Após apresentar CPF, RG e Comprovante
de residência você já sairá com o número da conta.
 Por não cobrar taxas como IR, nem administração se torna mais atrativa para investidores
conservadores e que precise do dinheiro a curto prazo. Porém, para quem quer rendimentos
a longo prazo a caderneta de poupança deixa a desejar, tendo em vista que seus
rendimentos são de 70% da taxa Selic. Com isso, ela quase sempre renderá abaixo
da inflação.
 Em contrapartida, para conseguir investir no tesouro Selic, que é uma carteira do tesouro
direto, o investidor estará submetido ao imposto de renda 22,5% sobre o lucro se retirado
até os seis primeiros meses e de 15% se perdurar por pelo menos dois anos. Também é
cobrado uma taxa de 0,30% ao ano para a bolsa que tem a custódia dos títulos.
 Sem esquecer que existem algumas corretoras que também cobram por essa mediação
entre o investidor e o tesouro que varia entre 0,3% e 0,4%. Porém há outras que não
cobram para investimentos no tesouro Selic. Mas antes de se assustar com todas essas
informações é preciso que fique claro que essas taxas são apenas sobre os lucros e seu
dinheiro não passará por nenhum tipo de deterioração.
 Como mostra o professor e economista, Leonardo Estevam, o tesouro direto ainda é a
melhor opção. Segundo ele, mesmo pagando todas essas taxas o investidor de longo
prazo, ainda assim, terá um maior lucro: “A poupança no ano de 2017 rendeu 6,93% ou
seja, quem investiu na poupança não pagou impostos nenhum, mas também perdeu a
rentabilidade para a inflação”, pontuou.
 Ainda segundo o economista, a poupança não teria utilidade alguma. Reforça que até
o montante para emergência deverá ser aplicado numa carteira como o tesouro Selic. E
enfatiza que o investimento a longo prazo e o lucro quase sempre são maiores. “Eu gosto
de fazer aplicações para 2050, 2030. Porque se eu tirar antes, o imposto que vai reincidir
não será sobre o total do investimento, será apenas dos ganhos. Imagine que a pessoa
colocou R$100 e quando ela chegou em R$120 resolver sair. O imposto será cobrado sobre
os R$20 e não sobre os R$100”, explicou.
 Também devemos levar em conta, antes de investir, qual aplicação tem uma rentabilidade
mais vantajosa. Por exemplo, a poupança rende hoje cerca de 5% ao ano, que descontando
a inflação prevista para 4,05% ao ano em 2018, equivale menos de 1%. Isso é o mesmo
que você guardar seu dinheiro sob o colchão enquanto as coisas que você compra
encarecem.
 Por outro lado, o tesouro rende 100% da taxa Selic e seu rendimento é diário. Enquanto
na poupança você precisa esperar um certo tempo para ganhar alguma coisa, no tesouro
você poderá acompanhar esse lucro todos os dias.
 Entretanto, os resultados nos investimentos não acontecem da noite para o dia. Para que
seja tangível a diferença na aplicação será preciso deixar o dinheiro rendendo por dois, três
ou dez anos. Durante todo esse tempo, no tesouro direto, acontecerá o fenômeno dos juro
composto que fará toda a diferença como pode ser observado na tabela abaixo:


Fonte: Revista Exame


 Com tudo, como todo bom investidor, antes de começar a investir, o primeiro passo
a ser feito é separar a sua reserva de emergência que é uma conta muito simples de
se fazer. Basta saber quanto você gasta por mês e multiplicar por 12 para que você fique
acobertado caso aconteça algum evento inesperado. Por exemplo, se suas despesas são
de R$1.500.00 mensais, faça a seguinte conta: R$1.500 x 12= R$18.000. Ou seja, essa
é a reserva de emergência para início do investimento. Após juntar esse valor, você ficará
seguro para começar suas aplicações.

#cidades

Diferentes personagens encaram realidades distintas

no metrô do Recife
Entre uma viagem e outra várias histórias se cruzam.
Por: Maxmiliano Augusto  
02 out 2018  
 Registro dos vários personagens encontrados nas estações e trens


 Márcio (41) era serralheiro montador. Hoje começa um novo trabalho: vender brigadeiros
nos terminais e estações de trem. Acompanhado da filha de 11 anos ele reconhece que é
um novo desafio. "Não pode ter vergonha de trabalhar”.  Para Márcio o metrô é se reerguer.
 "Por volta de 21h30, entre Monte dos Guararapes e Prazeres, entraram três rapazes e
roubaram o celular de cada um no vagão. Acho que tinham umas dez, quinze pessoas.
E isso foi um momento bem chato porque eu ainda tava pagando o celular. Desse dia
em diante eu até evito sair com ele." Para o analista de sistemas Paulo (32), o metrô
é perigoso.
 Um dos mais antigos funcionários da estação central, que não pôde se identificar,
mostrou os esforços para manter a limpeza nas estações. Uma pilha de lixo
(nomeada lixômetro) foi colocada próximo a entrada para conscientização do descarte
correto de embalagens e garrafas. Na visão dele, os ambulantes têm parcela de culpa
tanto na questão da higiene quanto da segurança. E com o quadro de funcionários
reduzido, manter a ordem está cada vez mais difícil. Para ele o metrô já foi melhor.
 Quando questionada sobre a utilização desse transporte, Solange (50) foi direta:
"É horrível. Por ter paralisia infantil eu não tenho força nas pernas e em um braço.
Eu moro ali perto da estação de Antônio Falcão. E como minha dificuldade é no andar
tenho que pegar o metrô por conta disso. Mas as condições aqui já sabe como é, né?
Sempre lotado e as pessoas não respeitam. Mas infelizmente é o único jeito de ir pr
hospital". Para a atendente de telemarketing, que já trabalhou no Grande Recife, o
metrô é necessidade.
 Há três anos vendendo salgado no metrô, Valdécio (45) é querido por todos.
"Tô sempre ajudando quando posso". Depois que perdeu o emprego de serviços
gerais em SUAPE, passou um ano na busca de outra oportunidade que não apareceu.
Mesmo sabendo que não tem segurança nas estações, reconhece que seria difícil
encontrar outra fonte de renda. Para Valdécio o metrô é o sustento.
 Para mim, andar de metrô é rotina. É um meio para procurar emprego, para ir estudar,
para correr riscos e conhecer essas pessoas. Para a Companhia Brasileira de Trens
Urbanos (CBTU) é um negócio como qualquer outro.
 Vinculada ao governo federal, a CBTU opera em Belo Horizonte, João Pessoa,
Maceió,  Natal e Recife. Aqui na capital pernambucana, um aumento de 87,5% nos bilhetes
provocou indignação de boa parte dos passageiros. A justificativa dada pela companhia
foi de haver repasse de investimentos da União a médio e longo prazo. Três meses
depois não houve melhora perceptível e a insegurança persistia.

 Até o fechamento desta matéria a assessoria de comunicação da empresa
não respondeu nossas solicitações para maiores esclarecimentos sobre os personagens
e a atual situação do metrô.

#esportes

Projeto na rua da Aurora atrai pessoas para a prática

de exercícios físicos
Conquistando os jovens, dando visibilidade e uma saída para novos horizontes através do
basquete
Por: Débora Galvão


Jogadores do projeto Aurora Basketball


 A rua da Aurora, localizada na margem esquerda do rio Capibaribe e, no seu trecho final,
na margem direita do rio Beberibe, é bastante conhecida em Recife. Com sua peculiaridade
abrange diversas áreas em uma única rua, indo de banco à museu e com um projeto, abre
novos horizontes através do basquete. O projeto Aurora Basketball trabalha com jovens e
crianças de comunidades carentes com o intuito de tirá-los das ruas e ocupá-los com a
prática de esportes. A iniciativa conta com profissionais que trabalham voluntariamente
ensinando basquete todas as terças e quintas das 14h ás 15h30.
Integrantes reunidos antes do jogo João Paulo, criador do projeto
 Há exatamente um ano e 11 meses, João Paulo Farias de 38 anos, jogador de basquete,
também publicitário, editor de efeitos gráficos na TVClube PE, pastor presbiteriano e
empreendedor, fundou essa iniciativa com o propósito de mudar a vida daqueles em que
pudesse alcançar através do basquete, promovendo o esporte, lazer, inclusão, paz, alegria
e vida saudável. Basquete gratuito para todos. Tudo surgiu após a observação do
idealizador ao passar pelo local todos os dias e se deparar com uma realidade social ao
entorno da região que o incomodava. “No entorno do meu trabalho tem muitas crianças
desocupadas, pessoas em situações de risco e famílias desestruturadas.”
E percebendo que tinha uma quadra desocupada, deu início a aulas de basquete e deu
]início ao Aurora Basketball. Por ser um projeto sem fins lucrativos é realizada algumas
campanhas para custear despesas como vendas de camisas do projeto no valor de
R$ 65,00 onde os lucros são revertidos integralmente para o Aurora.


 Elon de 20 anos que é um dos integrantes do projeto, iniciou no esporte jogando futebol
como praticamente a maioria das crianças brasileiras. Aos 19 anos teve seu primeiro
contato com o basquete e ficou admirado e despertou um amor à primeira vista.
Ele faz parte do projeto desde janeiro desse ano e tem um sonho bastante
esperançoso: “Chegar na CBB seria um sonho, por enquanto eu estou construindo
minha vida degrau por degrau, estou estudando Educação física onde tive oportunidade
através do projeto e quero ser campeão junto com o Aurora, ficando de técnico para
retribuir tudo o que eles fizeram por mim”.


Elon Sales, participante do projeto arremessando a bola na cesta

 Edna Sales de 49 anos, doméstica e Elonis da silva 51 anos, pedreiro. São pais de Elon.
Afirmam que após a entrada dele no projeto houve melhoras significativas. “A vida dele
mudou completamente, ele vivia muito dentro de casa no computador jogando, e
através desse projeto aurora se interessou mais por esportes. Ele tá uma outra
pessoa, um filho esforçado e muito excelente”, explicou Edna. Seu pai que quando
criança praticava futebol de campo e sempre imaginou o mesmo para Elon. Ele que
não consumia basquete veio a conhecer um pouco das regras vendo seu filho na
quadra. “Eu nem gostava de basquete, foi quando eu vi que ele realmente tem
futuro.” Seu Elonis ainda demonstra ter planos promissores para o futuro de
Elon: “Eu já disse a ele que ele pode chegar até em outros países através do basquete.”

#moda&estilo

Vencedora da categoria em 2016, miss Plus Size

Pernambuco conta tudo sobre esse universo

Por: Leonardo Pereira


 No auge de seus 34 anos, com 103 quilos distribuídos em 1,71 metros de altura,
apresentando curvas generosas e uma simpatia ímpar, a modelo iniciou o bate-papo
discorrendo sobre a dificuldade de encontrar roupas quando ainda era adolescente:
“Encontrar roupa não era das tarefas mais fáceis, não existiam roupas femininas que
coubessem em mim. Eu sentia que não era eu que escolhia a roupa, mas a roupa que
me escolhia, eu vestia o que dava e pronto” – relembrou. A vida adulta chegou e, apesar
de se sentir bem com seu peso, Babi se privou de muitas coisas: “Eu não usava vestido
nem roupa sem manga. Achava que estava feia, inadequada. Aliás, na verdade tinha
medo do julgamento das pessoas” – nos contou a Miss. Participar do concurso a fez
se aceitar mais.


 A ideia de se inscrever no Miss Pernambuco Plus Size veio de sua tia, que
mora em Brasília, cidade pioneira no projeto: “Resolvi entrar porque sempre vi os
concursos de beleza com aquela aura de princesa, com vários cuidados com a beleza,
inclusive, conversando com outras participantes, entendi que a chave do sucesso é
aprender a se aceitar. Topei participar por achar que seria realmente
transformador.” – falou a Miss, acrescentando que uma das grandes dificuldades no
início da carreira foi buscar parceria de lojas, que relutavam em divulgar o Plus Size
por acharem que seria uma apologia à obesidade: “As grandes marcas e o mercado
publicitário tinham receio de vincular a assinatura de seus produtos a uma possível
associação à obesidade. No entanto, o universo Plus Size tem como premissa o
empoderamento da mulher gordinha no mundo da moda, uma proposta que foge
totalmente dos padrões tradicionais, reafirmando o conceito de que a beleza feminina
tem vários formatos”, explicou.
 Por fim, Babi contou detalhes sobre o preparo que precisa ter a candidata Plus Size:
“Quem pensa que participar de um concurso de beleza é só glamour se engana
totalmente. São mais de dez horas de preparo antes de entrar na passarela.
Inclusive, outra vez, eu e mais algumas meninas estávamos no quarto de um
hotel preparando a maquiagem e a roupa às três da manhã para um desfile que
aconteceria às nove. Imaginem só a loucura que foi? Em minha experiência percebi
que se eu não tivesse o mínimo de preparo físico, eu teria ficado ainda mais exausta.
São momentos intensos de ensaio de passarela e coreografia de abertura, e tudo
isso em cima de um salto alto.” – finalizou.

Foto do arquivo pessoal de Babi Luz